Porta-aviões USS Abraham Lincoln atraca na Tailândia após 286 dias no mar
Após quase 300 dias em missão no Oriente Médio, o porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou à Tailândia apresentando desgaste visível no casco.
Pontos principais
- O porta-aviões USS Abraham Lincoln atracou no porto de Laem Chabang, na Tailândia, após 286 dias de operação.
- A embarcação apresenta sinais visíveis de ferrugem e desgaste estrutural, gerando repercussão nas redes sociais.
- Cerca de 5 mil militares desembarcaram em Pattaya para um período de descanso e manutenção da frota.
- Tripulantes relataram condições precárias a bordo, incluindo escassez de suprimentos, mofo e jornadas exaustivas.
- O senador Ruben Gallego solicitou uma investigação oficial do Senado dos EUA sobre as condições da tripulação.
- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, negou as denúncias, classificando os relatos como distorcidos.
- Autoridades tailandesas impuseram restrições aos militares, como a proibição de uso de jet ski e consumo de cannabis.
O porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln atracou no porto de Laem Chabang, na Tailândia, após completar 286 dias de operação ininterrupta no Oriente Médio. A chegada da embarcação chamou a atenção pelo estado de conservação do casco, que apresenta sinais visíveis de ferrugem e desgaste, imagens que viralizaram nas redes sociais. A missão, realizada em meio ao conflito dos Estados Unidos contra o Irã, foi marcada por um longo período sem escalas em portos, o que intensificou o debate sobre a prontidão operacional e o bem-estar dos cerca de 5 mil militares a bordo. Enquanto o navio passa por manutenção, a tripulação cumpre uma estadia de cinco dias em Pattaya sob restrições locais de conduta.
O episódio gerou críticas sobre as condições de vida no navio, com relatos de tripulantes sobre mofo, banheiros inoperantes e exaustão extrema. O senador Ruben Gallego formalizou um pedido de investigação ao Senado americano para apurar a situação, enquanto o secretário de Defesa, Pete Hegseth, refutou as alegações de precariedade. O presidente Donald Trump comentou o caso, sugerindo que o tempo de destacamento não teria sido excessivo. A estadia na Tailândia, além da logística de reparos, deve movimentar milhões de dólares na economia local, embora o impacto seja acompanhado de perto pelas autoridades tailandesas devido às normas de segurança impostas aos marinheiros.
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