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Ministro André Mendonça deixa sociedade do Instituto Iter

O ministro do STF anunciou a saída da sociedade do Instituto Iter, que será convertido em uma entidade sem fins lucrativos após questionamentos sobre contratos.

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Foto: G1 Política
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03/09 às 10:02 · atualizado 13:33

Pontos principais

  • O ministro André Mendonça e sua esposa, Janei Mendonça, cederão integralmente suas cotas do Instituto Iter.
  • A transferência das cotas será realizada sem qualquer contrapartida financeira para o casal.
  • O Instituto Iter passará por uma reestruturação jurídica para se tornar uma entidade sem fins lucrativos.
  • Mendonça afirmou que nunca obteve lucros com a instituição, fundada em 2023.
  • O ministro permanecerá vinculado ao instituto apenas na condição de professor.
  • A decisão ocorre após reportagens apontarem contratos do instituto com órgãos públicos, somando R$ 10,8 milhões.
  • O instituto foi alvo de questionamentos sobre 54 contratações diretas com o setor público.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, anunciou sua saída do quadro societário do Instituto Iter, instituição privada voltada para atividades educacionais. A decisão, formalizada em setembro de 2026, prevê que o magistrado e sua esposa, Janei Mendonça, cedam a totalidade de suas cotas aos demais sócios sem receber qualquer pagamento. Segundo o ministro, a medida visa a transformação da entidade em uma organização sem fins lucrativos, mantendo sua atuação apenas como professor. A movimentação ocorre em um cenário de escrutínio público sobre as operações da instituição. Reportagens recentes apontaram que o Instituto Iter firmou 55 contratos com órgãos públicos, incluindo o governo federal e a prefeitura de São Paulo, totalizando R$ 10,8 milhões, sendo a grande maioria realizada por contratação direta. Além das questões contratuais, o instituto também foi alvo de repercussão após revelações de mensagens envolvendo encontros do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro, relator do caso Master no STF. Mendonça negou irregularidades, afirmando ter recebido o banqueiro apenas uma vez em março de 2025, antes de assumir a relatoria do processo em 2026.

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