EUA aplicam tarifa de até 100% sobre drones importados
Medida da Seção 232 entrou em vigor em 3 de setembro, com teto de 15% para aliados e isenção até fevereiro para fornecedores da lista Blue UAS.
Pontos principais
- As tarifas de até 100% sobre drones importados e componentes críticos passaram a valer à 0h01 do horário do Leste de 3 de setembro de 2026.
- A alíquota de 100% cobre aeronaves não tripuladas com peso máximo de decolagem acima de 25 kg, drones com câmeras térmicas, estações de acoplamento e componentes críticos listados; drones menores pagam 25%.
- Drones da União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Suíça e Liechtenstein têm teto de 15%, e produtos do Reino Unido, de 10%.
- Os tetos exigem que os importadores certifiquem que praticamente todos os componentes críticos e a tecnologia vêm desses países ou dos EUA.
- Fornecedores que estavam na Blue UAS Cleared List ou no Blue UAS Framework do Pentágono em 2 de setembro de 2026 ficam isentos até 9 de fevereiro de 2027.
- Na mesma data de 9 de fevereiro de 2027, uma tarifa adicional de 25% passa a incidir sobre outra lista de componentes.
- Estima-se que a DJI, sediada em Shenzhen, fabrique mais de 70% dos drones comerciais do mundo.
As medidas resultam de uma investigação de segurança nacional sob a Seção 232, aberta pelo secretário de Comércio em 1º de julho de 2025. A investigação concluiu que fabricantes americanos de drones ainda dependem de motores, controladores eletrônicos de velocidade, baterias de íon de lítio e estações de acoplamento estrangeiros.
O efeito imediato recai sobre usuários que não são militares nem industriais: os modelos afetados são amplamente usados por forças policiais dos EUA para acompanhar incêndios florestais e localizar pessoas desaparecidas.
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