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Governo pode não utilizar totalidade de R$ 18,5 bi do Brasil Soberano 3

Ministro do MDIC afirma que valor destinado a empresas afetadas por tarifas americanas é um teto e dependerá da demanda real do setor produtivo.

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Foto: Cnnbrasil
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22/07 às 22:15 · atualizado 23/07 às 12:43

Pontos principais

  • O plano Brasil Soberano 3 disponibiliza R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para mitigar impactos de tarifas internacionais.
  • O montante é composto por R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões provenientes do BNDES.
  • O ministro Márcio Elias Rosa esclareceu que o valor total é um teto e a liberação dependerá da procura das empresas.
  • Parte dos recursos do novo plano utiliza sobras de verbas não executadas na edição anterior do programa.
  • O MDIC mantém reuniões com representantes de 22 setores, incluindo aço, alumínio e automotivo, para ajustar as condições.
  • A medida visa apoiar exportadores impactados pelas seções 232 e 301 das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
  • A regulamentação final dos valores por setor será definida por um conselho interministerial e pelo Conselho Monetário Nacional.

O governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.379/2026, que institui o plano Brasil Soberano 3, destinando R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas brasileiras afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos e por conflitos internacionais. Apesar do volume anunciado, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo pode não utilizar a totalidade dos recursos, tratando o montante como um teto que será ajustado conforme a demanda real do mercado. Segundo o ministro, a flexibilidade é essencial para atender às necessidades específicas dos exportadores diante das sobretaxas.

O pacote de auxílio, que conta com R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES, busca dar suporte a setores estratégicos como o de aço, alumínio, automotivo, fertilizantes e minerais críticos. O MDIC tem conduzido rodadas de negociação com representantes de 22 setores impactados para definir as condições de acesso ao crédito, que pode ser utilizado para capital de giro e modernização produtiva. A iniciativa ocorre em um momento de tensão diplomática, com o governo brasileiro buscando reverter a sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA, embora o cenário político eleitoral em ambos os países dificulte avanços imediatos nas negociações bilaterais.

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