Gloria Steinem, ícone do feminismo, morre aos 92 anos em Nova York
A jornalista e ativista, figura central do movimento feminista americano, faleceu pacificamente em sua residência, conforme comunicado de sua fundação.
Pontos principais
- Gloria Steinem faleceu aos 92 anos em sua casa em Nova York, cercada por entes queridos.
- O falecimento foi confirmado oficialmente pela Gloria Steinem Foundation.
- Steinem ganhou notoriedade em 1963 após reportagem disfarçada como 'coelhinha' na Playboy para denunciar sexismo.
- Foi cofundadora da revista Ms. e ajudou a criar o National Women's Political Caucus.
- A ativista foi uma das vozes mais influentes da segunda onda do feminismo nos Estados Unidos.
- Recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade em 2013, entregue por Barack Obama.
- Sua trajetória inspirou o filme 'The Glorias' (2020), estrelado por Julianne Moore.
- A fundação informou que os 'Talking Circles', tradição mantida pela ativista, continuarão após sua morte.
- Seu livro de memórias final, 'An Unexpected Life', tem lançamento previsto para o final deste mês.
- Figuras públicas como Hillary Clinton prestaram homenagens, destacando seu legado na luta pela igualdade.
A jornalista, escritora e ativista Gloria Steinem faleceu aos 92 anos em sua residência em Nova York. O anúncio foi feito pela Gloria Steinem Foundation, que descreveu a partida como pacífica e cercada por pessoas próximas. A fundação ressaltou que seus quase cem anos de vida foram marcados por um compromisso inabalável com a igualdade, uma causa que ela defendeu ativamente por mais de seis décadas através de livros, palestras e organização política. A nota oficial destacou que o maior dom de Steinem era sua capacidade de ouvir e fazer com que os outros se sentissem vistos, um legado que a fundação pretende preservar através da continuidade dos 'Talking Circles', encontros que a ativista promovia em sua casa.
Steinem consolidou seu nome na história do jornalismo e do ativismo em 1963, ao publicar uma reportagem investigativa na qual se infiltrou como 'coelhinha' da Playboy para expor as precárias condições de trabalho e o sexismo enfrentado pelas mulheres. Este trabalho foi um marco na segunda onda do feminismo, movimento no qual ela se tornou uma das principais lideranças. Ao longo de sua carreira, foi cofundadora da revista Ms. e peça-chave na criação do National Women's Political Caucus, além de ter sido uma defensora incansável do Equal Rights Amendment e dos direitos reprodutivos no Congresso americano.
O impacto de sua atuação foi reconhecido internacionalmente, culminando na Medalha Presidencial da Liberdade, concedida em 2013 pelo então presidente Barack Obama. Sua vida e obra foram amplamente documentadas, incluindo a autobiografia 'My Life on the Road' e o filme 'The Glorias', de 2020. Após o anúncio de sua morte, diversas personalidades, como Hillary Clinton, prestaram homenagens, definindo-a como uma das arquitetas da estrutura de igualdade das mulheres. A ativista deixa um último registro literário, o livro 'An Unexpected Life', com lançamento programado para o final deste mês.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Gloria Steinem, um ícone do feminismo americano que se infiltrou na Playboy para denunciar as condições de trabalho das mulheres
BBC Brasil • 3 set, 14:30
Gloria Steinem, ícone do feminismo e cofundadora da revista ‘Ms.’, morre aos 92 anos
InfoMoney • 3 set, 11:35
Hillary Clinton leads tributes to Gloria Steinem: ‘Her activism was rooted in optimism’
The Guardian World • 3 set, 10:29
