Startup espanhola iPronics capta US$ 125 milhões com apoio da Nvidia
A rodada Série B, co-liderada por Maverick Silicon e Light Street Capital, financiará a expansão da tecnologia de comutação óptica para data centers de IA.
Pontos principais
- A rodada Série B de US$ 125 milhões elevou o financiamento total da iPronics para US$ 177 milhões.
- O aporte foi co-liderado pela Maverick Silicon e Light Street Capital, contando com a participação estratégica da Nvidia.
- A empresa, fundada em 2019 como spin-off da Universitat Politècnica de València, foca em comutadores de circuito óptico.
- Os recursos serão destinados à comercialização e escala do iPronics ONE, um switch de 32 portas baseado em fotônica de silício.
- A tecnologia permite redirecionar tráfego em data centers sem converter luz em sinais elétricos, reduzindo o consumo de energia em até 50%.
- O hardware oferece latência inferior a 30 nanossegundos e reconfiguração em menos de 300 microssegundos.
- A solução visa mitigar falhas frequentes em chips de clusters de IA, permitindo que o sistema contorne componentes inoperantes rapidamente.
A iPronics, startup sediada em Valência, na Espanha, anunciou a conclusão de uma rodada de investimentos Série B no valor de US$ 125 milhões. O aporte foi co-liderado pela Maverick Silicon e pela Light Street Capital, com a participação da Nvidia e de um consórcio de investidores que inclui Bosch Ventures, Triatomic Capital e o European Innovation Council Fund. Com esta nova injeção de capital, o montante total levantado pela empresa desde a sua fundação, em 2019, atinge a marca de US$ 177 milhões. A empresa surgiu como um spin-off da Universitat Politècnica de València e tem se destacado no desenvolvimento de soluções de fotônica de silício.
O foco principal da iPronics é a tecnologia de comutação de circuitos ópticos, essencial para a infraestrutura de data centers modernos voltados à inteligência artificial. Segundo a companhia, o seu principal produto, o iPronics ONE, é um switch de 32 portas em formato 1U que permite o redirecionamento de tráfego sem a necessidade de converter sinais ópticos em elétricos. Essa característica técnica resulta em uma redução de até 50% no consumo de energia, além de oferecer uma latência extremamente baixa, inferior a 30 nanossegundos, e tempos de reconfiguração inferiores a 300 microssegundos.
A relevância da tecnologia cresce à medida que a infraestrutura de IA enfrenta desafios com a durabilidade de chips em larga escala. Conforme apontado pelo CTO da empresa, Daniel Pérez-López, as falhas em clusters de processamento tornaram-se eventos frequentes, ocorrendo em intervalos de minutos. A solução da iPronics permite que o sistema contorne componentes danificados de forma dinâmica, mantendo a estabilidade da rede. A empresa planeja utilizar os novos recursos para acelerar a comercialização de sua tecnologia e reduzir significativamente o tamanho do hardware de comutação, visando atender à crescente demanda de grandes provedores de infraestrutura de IA que buscam maior eficiência operacional.
