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Omar Aziz apresenta relatório favorável ao fim da escala 6x1 no Senado

O relator Omar Aziz apresentou parecer na CCJ do Senado pela aprovação integral da PEC 221, que reduz a jornada para 40 horas e cria dois dias de folga semanal sem redução salarial, e pela rejeição das 12 emendas apresentadas à proposta.

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Foto: x.com
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02/09 às 08:45 · atualizado 10:10

Pontos principais

  • Parecer recomenda aprovação integral da PEC 221/2019, nos termos vindos da Câmara, e rejeição das 12 emendas apresentadas na CCJ pelos senadores Hermes Klann, Izalci Lucas, Oriovisto Guimarães e Hamilton Mourão.
  • A jornada semanal cai de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação da emenda, e para 40 horas um ano depois disso.
  • A PEC institui dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
  • Aziz cita a Nota Técnica nº 123 do Ipea (fev/2026, com base na Rais 2023): mais de 31 milhões dos 44 milhões de vínculos celetistas cumprem exatamente 44h semanais.
  • Segundo a mesma nota, 80% dos vínculos com jornada acima de 40h ganham até 2 salários mínimos, e 83% dos trabalhadores com ensino médio completo ou menos cumprem jornada superior a 40h, ante 53% entre os com ensino superior.
  • O relator rejeita as emendas que restauram as 44h via negociação coletiva por suprimirem o objeto da PEC, e as que reabrem exceção para até 44h ou regime 12x36 por considerá-las desnecessárias diante da tese do STF no Tema 1.046.
  • A emenda que mais se afasta do sentido da proposta, para Aziz, é a que adiaria em quase um ano o segundo dia de descanso, atingindo "o núcleo da proposição".
  • Na Câmara, a PEC foi aprovada por 472 a 22 votos em primeiro turno e por 461 a 19 no segundo, acima do mínimo de 308 votos exigido para emendas constitucionais.
  • A senadora Eliziane Gama declarou apoio à PEC 221 durante a sessão da CCJ desta terça-feira (2/9).

O senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou nesta terça-feira, 2 de setembro de 2026, parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pela aprovação integral da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que extingue a escala de trabalho 6x1, e pela rejeição das 12 emendas apresentadas por outros senadores na comissão. No texto, ele lembra que o teto de 44 horas semanais está inalterado desde a Constituinte de 1988 e argumenta que a mudança tem caráter de justiça distributiva, já que a jornada mais longa recai desproporcionalmente sobre trabalhadores de menor renda e escolaridade.

O relator rejeitou as emendas de Izalci Lucas por restaurarem as 44 horas via negociação coletiva, o que na sua avaliação suprimiria o próprio objeto da proposta; as de Hermes Klann, Oriovisto Guimarães e Hamilton Mourão, que reabrem exceção para jornada de até 44 horas ou regime de 12 horas por 36, por considerá-las desnecessárias diante da tese do Supremo Tribunal Federal sobre acordos coletivos (Tema 1.046); e a emenda que adiaria em quase um ano a entrada em vigor do segundo dia de repouso, por atingir, segundo ele, o núcleo da proposição.

Aziz também citou a aprovação da PEC na Câmara dos Deputados, por margens muito acima do quórum de três quintos exigido para emendas constitucionais, como sinal do amplo apoio à medida. A senadora Eliziane Gama declarou apoio à PEC 221 durante a sessão da CCJ.

Fonte primária

Senado Federal / Omar Aziz (CCJ)

Parecer do relator (CCJ) sobre a PEC 221/2019 — fim da escala 6x1

No parecer apresentado à CCJ, o relator Sen. Omar Aziz opina pela constitucionalidade, juridicidade e regimentalidade da PEC 221/2019 e, no mérito, pela sua aprovação integral nos termos vindos da Câmara — sem acatar nenhuma das 12 emendas apresentadas (dos senadores Hermes Klann, Izalci Lucas, Oriovisto Guimarães e Hamilton Mourão), para evitar o retorno do texto à Câmara. A PEC reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais (transição: 42h após 2 meses da promulgação, 40h após 12 meses), institui 2 dias de repouso semanal remunerado (um preferencialmente aos domingos) sem qualquer redução salarial, e permite que convenção ou acordo coletivo institua regime compensatório de repousos. Aziz argumenta que o teto de 44h está inalterado há 38 anos e cita a Nota Técnica nº 123 do IPEA (com base na RAIS 2023): dos mais de 44 milhões de vínculos celetistas, mais de 31 milhões cumprem exatamente 44h semanais e mais de 1 milhão trabalha acima disso; 80% dos vínculos com jornada superior a 40h ganham até 2 salários mínimos, e 83% dos trabalhadores com ensino médio completo ou menos cumprem jornada superior a 40h (ante 53% entre os com ensino superior) — para o relator, a medida tem caráter de justiça distributiva. Rejeita as emendas que restauram a jornada de 44h via norma coletiva (por suprimirem o próprio objeto da PEC), as que reabrem exceção para jornada de até 44h ou regimes 12x36 (por serem desnecessárias, já que tal regime já é lícito pela CLT/Lei 13.467/2017 e pela tese do STF no Tema 1.046), as que revogam a regra de caducidade das cláusulas coletivas incompatíveis em 2 meses (por gerarem regime dual e insegurança jurídica), as que quadruplicam o prazo de transição para 4 anos (por não apresentarem estudo de impacto) e a que estende a salvaguarda de reequilíbrio contratual da administração pública ao segundo dia de repouso (por adiar esse direito para os terceirizados). Voto: rejeição das emendas 1 a 12 e aprovação da PEC 221/2019 nos termos da Câmara.

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