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OpenAI enfrenta novos processos após suspeito interagir com ChatGPT

A OpenAI é alvo de 30 novos processos de vítimas do tiroteio em Tumbler Ridge, após revelações de que o suspeito utilizou o ChatGPT nos dias anteriores ao crime.

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Foto: WSJ World
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02/09 às 09:32, atualizado 10:45

Pontos principais

  • A firma Edelson PC protocolou 30 novos processos contra a OpenAI relacionados ao tiroteio em Tumbler Ridge.
  • Investigações apontam que o suspeito do ataque interagiu com o chatbot ChatGPT por vários dias antes do evento.
  • Os processos acusam a empresa de cumplicidade e citam nominalmente o executivo Chris Lehane.
  • O executivo Jason Kwon negou a participação de Lehane em decisões sobre o encaminhamento do caso às autoridades.
  • A OpenAI afirmou utilizar sistemas automatizados e revisão humana para monitorar riscos de violência.
  • A empresa declarou que suas equipes de segurança e jurídica operam sem considerar fatores políticos ou de relações públicas.

A OpenAI enfrenta uma nova onda de litígios após a firma de advocacia Edelson PC protocolar 30 processos relacionados ao tiroteio em uma escola de Tumbler Ridge, no Canadá. As ações buscam responsabilizar a empresa sob alegações de auxílio e cumplicidade, citando nominalmente o executivo Chris Lehane. A pressão jurídica aumentou após relatos de que o suspeito do crime teria mantido interações frequentes com o ChatGPT durante os dias que antecederam o ataque, levantando questionamentos sobre a segurança e o monitoramento de riscos em produtos de Inteligência Artificial.

Em resposta, o executivo da OpenAI, Jason Kwon, divulgou um comunicado oficial refutando o envolvimento de Lehane na gestão do caso e nas decisões de encaminhamento às autoridades competentes. A companhia defende que seus protocolos de segurança combinam sistemas automatizados com julgamento humano para identificar ameaças. Segundo a empresa, as equipes de Inteligência, Investigações e o departamento Jurídico operam de forma independente, sem considerar fatores políticos ou de relações públicas. O caso intensifica o escrutínio sobre a responsabilidade de empresas de tecnologia por danos causados por terceiros, um tema que ganha relevância sob a administração do presidente Donald Trump.

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