Sete famílias de vítimas de um tiroteio em massa no Canadá processam a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, por negligência, alegando falha em alertar autoridades sobre intenções violentas de atirador sinalizadas no ChatGPT.

Sete famílias de vítimas de um tiroteio em massa em uma escola secundária em Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica, Canadá, entraram com ações judiciais contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, em um tribunal federal em São Francisco, Califórnia. As famílias acusam a empresa de negligência e cumplicidade, alegando que a OpenAI falhou em alertar as autoridades sobre as intenções violentas do atirador, Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, que matou oito pessoas e cometeu suicídio em fevereiro de 2026.
De acordo com as ações, funcionários da OpenAI teriam sinalizado a conta de Van Rootselaar oito meses antes do ataque, após conversas preocupantes no ChatGPT. A empresa teria concluído que as interações representavam uma "ameaça crível e específica de violência armada contra pessoas reais", mas não tomou medidas para notificar as autoridades, buscando responsabilizar a empresa de inteligência artificial por seu papel indireto no incidente. Sam Altman, CEO da OpenAI, pediu desculpas publicamente por não ter sinalizado a conta do atirador às autoridades.
A OpenAI afirma ter fortalecido suas salvaguardas e políticas de tolerância zero para uso de suas ferramentas em atos violentos. Os processos buscam indenizações e uma ordem judicial para reformular as práticas de segurança da OpenAI, incluindo protocolos de notificação obrigatória às autoridades, em um caso que faz parte de uma onda crescente de ações judiciais contra empresas de IA por não prevenirem interações que contribuem para violência e outros danos, levantando questões sobre a responsabilidade de empresas de IA em prevenir crimes.
Techmeme • 29 abr, 12:26
G1 Mundo • 29 abr, 11:12
BBC World • 29 abr, 10:50
25 abr, 00:02
22 abr, 10:02
21 abr, 15:04
23 fev, 18:02
11 fev, 00:01