Fitch projeta corte de investimentos por empresas brasileiras em 2027
Custos elevados de juros devem levar companhias a reduzir investimentos ao nível mínimo de depreciação em 2027, aponta Fitch Ratings.
Pontos principais
- A Fitch Ratings estima que 2027 registrará o menor ritmo de investimento corporativo no Brasil em anos.
- O cenário é impulsionado pelos custos elevados de capital, que pressionam o fluxo de caixa e a liquidez das empresas.
- Cerca de 80% dos rebaixamentos de rating da agência neste ano foram motivados por problemas de liquidez, reestruturação de dívida ou fluxo de caixa.
- Setores de varejo, consumo e saúde enfrentam as maiores dificuldades operacionais no atual ambiente de crédito.
- Apesar da cautela, a agência não projeta uma crise de demanda ou de liquidez generalizada, mantendo os fundamentos dos negócios preservados.
A Fitch Ratings projeta que as empresas brasileiras reduzirão seus investimentos ao nível mínimo de depreciação em 2027, reflexo direto dos juros elevados que encarecem o crédito e pressionam a saúde financeira das companhias. Segundo Renato Donatti, diretor da agência, o período deve marcar o ritmo mais baixo de aportes em anos. O cenário é agravado pela crescente desconfiança dos investidores no mercado de crédito privado, onde o aumento de pedidos de recuperação judicial elevou a percepção de risco e forçou a alta nas taxas de debêntures e outros títulos. Embora a Fitch destaque que os fundamentos dos negócios permanecem preservados e não preveja uma crise de liquidez sistêmica, a combinação de incertezas fiscais e custos financeiros restritivos impõe uma postura defensiva ao setor corporativo, que prioriza a preservação de caixa em detrimento da expansão.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
