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Fitch projeta corte de investimentos por empresas brasileiras em 2027

Custos elevados de juros devem levar companhias a reduzir investimentos ao nível mínimo de depreciação em 2027, segundo a Fitch Ratings.

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Foto: InvestNews
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02/09 às 05:45, atualizado 10:03

Pontos principais

  • A Fitch Ratings estima que o ritmo de investimento das empresas brasileiras atingirá o patamar mais baixo em anos em 2027.
  • O cenário é impulsionado pelos juros altos, que pressionam o fluxo de caixa e elevam o custo de capital das companhias.
  • Cerca de 40% dos rebaixamentos de rating da agência neste ano foram motivados por pressões em liquidez e reestruturação de dívidas.
  • Setores como varejo, consumo e saúde enfrentam as maiores dificuldades operacionais no atual ambiente econômico.
  • Apesar da retração nos investimentos, a agência não projeta uma crise de liquidez generalizada no mercado brasileiro.

A Fitch Ratings projeta que as empresas brasileiras reduzirão seus investimentos ao nível mínimo de depreciação em 2027. Segundo o diretor da agência, Renato Donatti, o cenário de juros elevados tem restringido a capacidade de expansão das companhias, forçando uma postura de preservação de caixa. A análise aponta que 2027 deve marcar o menor ritmo de aportes em capital fixo no país em anos, refletindo um ambiente de política monetária restritiva que encarece o crédito e limita o crescimento corporativo. A pressão sobre o setor privado é agravada por um cenário de desconfiança no mercado de crédito, onde títulos de dívida têm exigido prêmios de risco cada vez maiores, afetando até empresas com perfis sólidos. Embora a Fitch destaque que os fundamentos dos negócios permanecem preservados, a agência observa que 40% dos rebaixamentos de rating realizados este ano foram causados por dificuldades de liquidez ou necessidade de reestruturação de dívidas. Setores como varejo, consumo e saúde são os mais impactados pela conjuntura, enquanto o agronegócio lida com incertezas climáticas e geopolíticas. A estagnação da taxa de investimento em 17% do PIB, somada à trajetória de crescimento da dívida pública, reforça a cautela da agência quanto à necessidade de um ajuste fiscal crível para estabilizar as expectativas econômicas nos próximos anos.

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