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Augusto Cury atinge 10% em pesquisa e critica polarização política

Após saltar para 10% nas intenções de voto, o candidato Augusto Cury posiciona-se como alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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02/09 às 13:15, atualizado 20:02

Pontos principais

  • Augusto Cury (Avante) subiu de 2% para 10% na pesquisa Quaest, consolidando-se na terceira posição.
  • O candidato publicou vídeo criticando seus principais adversários e defendendo um discurso de pacificação.
  • A taxa de desconhecimento de Cury caiu de 74% para 54% após sua participação em debates e sabatinas.
  • O desempenho do presidenciável é superior entre jovens de 16 a 34 anos, segundo dados da Quaest.
  • Cury possui o maior patrimônio declarado entre os candidatos, totalizando R$ 242 milhões.

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) registrou um crescimento expressivo na corrida presidencial de 2026, alcançando 10% das intenções de voto na última pesquisa Quaest. O resultado coloca o candidato isolado na terceira posição, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. O avanço é atribuído pelo próprio candidato a um discurso focado na pacificação do país e na rejeição aos polos tradicionais da política brasileira. Em um vídeo recente, Cury alfinetou seus concorrentes, apresentando-se como uma alternativa viável para eleitores que não se identificam com a esquerda ou a direita. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, destaca que a queda na taxa de desconhecimento do candidato, que passou de 74% para 54%, foi fundamental para esse salto de popularidade. O perfil do eleitorado de Cury concentra-se majoritariamente na faixa etária de 16 a 34 anos, embora ele ainda enfrente dificuldades de penetração entre o público com mais de 60 anos. Além do impacto eleitoral, a candidatura de Cury tem atraído atenção pelo seu plano de governo, que propõe a adoção do semipresidencialismo e mudanças estruturais no STF, e pelo seu patrimônio declarado de R$ 242 milhões, o maior entre os presidenciáveis. A trajetória acadêmica do candidato, contudo, tem sido alvo de questionamentos sobre a acreditação de sua formação internacional.

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