Wells Fargo classifica tarifas do Canadá sobre aço dos EUA como simbólicas
Analista do banco afirma que medidas retaliatórias têm pouco impacto prático, pois a guerra comercial já encareceu excessivamente os metais americanos.
Pontos principais
- A analista Timna Tanners, do Wells Fargo, avaliou as novas tarifas canadenses sobre aço e alumínio como medidas de caráter simbólico.
- Segundo a instituição, a escalada da guerra comercial já elevou os custos de importação desses insumos a níveis proibitivos.
- Estudo da Oxford Economics aponta que a estratégia de retaliação do Canadá pode prejudicar a maioria das indústrias locais ao elevar custos operacionais.
As recentes tarifas impostas pelo Canadá sobre o aço e o alumínio dos Estados Unidos foram classificadas pelo Wells Fargo como ações de caráter meramente simbólico. De acordo com a analista Timna Tanners, a guerra comercial em curso entre os dois países já havia tornado a importação desses metais americanos proibitivamente cara antes mesmo da oficialização das novas taxas. Para o mercado, a medida reflete mais uma postura política do que uma mudança real na dinâmica de suprimentos entre as nações vizinhas. Paralelamente, um estudo da Oxford Economics alerta que a estratégia de retaliação, liderada por Mark Carney, pode trazer efeitos colaterais negativos para a economia canadense. Embora o plano vise proteger fabricantes domésticos, a análise indica que a maioria das indústrias locais deve enfrentar um aumento nos custos de produção, prejudicando a competitividade do setor industrial no longo prazo.
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