Pesquisadores transformam plástico PET em biscoito proteico
Cientistas da SIU Carbondale usam leveduras para converter resíduos plásticos e biomassa em alimentos impressos em 3D para missões espaciais.
Pontos principais
- O projeto utiliza garrafas PET e restos agrícolas, como talos de milho, como matéria-prima.
- A tecnologia, chamada de dissolução hidrotermal oxidativa, quebra materiais complexos em nutrientes para leveduras.
- Leveduras geneticamente programadas convertem esses resíduos em proteínas, gorduras, vitaminas e aromatizantes.
- Os biscoitos, batizados de µBites, são produzidos por meio de impressão 3D.
- O desenvolvimento foi financiado pelo NASA Deep Space Food Challenge e pela National Science Foundation.
- Testes preliminares indicam que o produto é seguro para consumo humano, embora aguarde aprovação para degustação.
- A iniciativa visa combater a poluição por plástico e a insegurança alimentar global.
Pesquisadores da Southern Illinois University (SIU) Carbondale desenvolveram uma tecnologia inovadora que transforma resíduos plásticos e biomassa agrícola em alimentos nutritivos. O processo, apresentado durante o encontro de outono da American Chemical Society (ACS) em agosto de 2026, utiliza leveduras programadas para converter fragmentos de polímeros e restos vegetais em ingredientes como proteínas e betacaroteno. O resultado é o µBites, um biscoito impresso em 3D projetado originalmente para sustentar astronautas em missões de longa duração no espaço profundo.
Além da aplicação espacial, a tecnologia busca oferecer uma solução para a crescente demanda global por alimentos, que deve subir até 56% até 2050. Ao utilizar leveduras como fábricas biológicas, a equipe conseguiu produzir até mesmo compostos como a vanilina. Embora os dados laboratoriais confirmem a segurança dos biscoitos, a equipe ainda aguarda aprovação institucional para realizar testes de sabor com voluntários.
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