Ouro cai 1,07% com alta nos Treasuries, mas fecha agosto em alta
O metal precioso recuou nesta segunda-feira pressionado pelo petróleo e rendimentos dos títulos americanos, apesar do ganho mensal de 10,68%.
Pontos principais
- O contrato do ouro para dezembro fechou a US$ 4.481,5 por onça-troy na Comex.
- A alta nos rendimentos dos Treasuries reduziu o atrativo do ouro, que não gera juros.
- O petróleo subiu após ataques próximos ao Estreito de Ormuz, elevando expectativas de inflação.
- Apesar da queda diária, o ouro acumulou valorização de 10,68% ao longo de agosto.
- A prata acompanhou o movimento e recuou 1,16%, fechando a US$ 66,99 por onça-troy.
O preço do ouro encerrou o pregão desta segunda-feira com queda de 1,07%, pressionado pela valorização do petróleo e pelo aumento nos rendimentos dos Treasuries americanos. O movimento de alta nas taxas dos títulos de dívida dos EUA, que segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reflete um ajuste global, retira o brilho do metal precioso, visto que o ativo não oferece rendimentos em juros. A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, com trocas de ataques próximos ao Estreito de Ormuz, impulsionou os preços da energia e elevou as expectativas de inflação, pressionando o mercado de metais.
Apesar do recuo diário, o desempenho do ouro em agosto permanece positivo, com uma valorização acumulada de 10,68%. O cenário macroeconômico atual, marcado por incertezas sobre a política monetária do Federal Reserve e o impacto dos conflitos no Oriente Médio, mantém a volatilidade no setor de commodities. Enquanto o ouro e a prata sofreram ajustes negativos no dia, o mercado financeiro global segue atento aos desdobramentos das tensões no Golfo Pérsico, que continuam a influenciar as expectativas de inflação e as decisões de investimento em ativos de proteção.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
