Comprometimento da renda das famílias com dívidas atinge recorde
O comprometimento da renda das famílias brasileiras com dívidas chegou a 28,9% em junho, o maior nível desde o início da série histórica em 2011.
Pontos principais
- O indicador de comprometimento da renda subiu 0,4 ponto percentual em junho, alcançando 28,9%.
- A inadimplência das famílias atingiu o recorde de 5,8% em julho, ante 5,4% no mês anterior.
- O endividamento total das famílias ficou em 49,8% em junho, mantendo-se próximo ao recorde histórico de 49,9%.
- O estoque de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou R$ 7,4 trilhões em julho, alta de 9,5% em 12 meses.
- A taxa média de juros das novas operações de crédito recuou para 32,1% ao ano em julho.
- A inadimplência no crédito com recursos livres para pessoas físicas chegou a 7,8%, também um recorde da série.
O comprometimento da renda das famílias brasileiras com o pagamento de dívidas atingiu 28,9% em junho de 2026, marcando o maior patamar da série histórica iniciada em março de 2011 pelo Banco Central. O indicador, que mede a parcela do orçamento mensal destinada ao serviço da dívida, avançou 0,4 ponto percentual em relação a maio. Paralelamente, a inadimplência das famílias também registrou recorde em julho, subindo para 5,8%, mesmo com a implementação de programas de renegociação de dívidas pelo governo federal.
O cenário de alta no comprometimento da renda ocorre em um contexto de expansão do crédito, que somou R$ 7,4 trilhões em julho, um crescimento de 9,5% em 12 meses. Embora a taxa média de juros das novas operações tenha recuado para 32,1% ao ano em julho, o nível de endividamento das famílias permanece elevado, em 49,8%. Especialistas apontam que a combinação de juros ainda expressivos e o aumento do volume de crédito destinado a modalidades como cartão de crédito e financiamento de veículos tem pressionado a capacidade de pagamento dos consumidores.
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