Brasil levaria até 30 anos para adaptar produtividade ao fim da escala 6x1
Estudo da CNI aponta que o país precisaria de décadas para compensar a redução da jornada de trabalho sem perder postos ou massa salarial.
Pontos principais
- A CNI estima que o Brasil necessita de um aumento de 8,3% a 8,5% na eficiência por hora para sustentar a redução da jornada.
- O ritmo histórico de crescimento da produtividade no país exigiria entre 17 e 30 anos para atingir o patamar necessário.
- O Brasil ocupa atualmente a 100ª posição mundial em produtividade por trabalhador, segundo a OIT.
- Setores como agropecuária, comércio e construção seriam os mais afetados, demandando avanços superiores a 9% na eficiência.
- A entidade alerta para o risco de demissões ou redução de salários caso as empresas não consigam absorver os custos da mudança.
Um estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que o Brasil levaria entre 17 e 30 anos para atingir a produtividade necessária para viabilizar uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O cálculo considera o ritmo histórico de crescimento da eficiência no país, que registrou média de 0,5% ao ano entre 1981 e 2024. Para manter os níveis atuais de salários e o volume de postos de trabalho, seria preciso um salto de até 8,5% na produtividade por hora, um desafio significativo dado que o Brasil figura hoje na 100ª posição global neste indicador. A transição impõe riscos estruturais, especialmente para setores como agropecuária e comércio, onde a margem de absorção de custos é mais restrita. Sem ganhos de eficiência, a CNI alerta que a medida pode resultar em perda de empregos ou queda na massa salarial das empresas.
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