Povo Paiter Suruí recebe primeira certificação cultural do FSC no Brasil
Cooperativa indígena em Rondônia é a primeira do país a ter serviços culturais reconhecidos pela metodologia de conservação do FSC.
Pontos principais
- A certificação do FSC avalia a conexão entre produtos e a preservação de culturas locais.
- A Terra Indígena Sete de Setembro, em Cacoal (RO), é a primeira no Brasil a obter o selo.
- Esta é a segunda certificação do tipo no mundo, seguindo a nação Haida, no Canadá.
- O povo Paiter Suruí produz cacau, café e castanhas integrados à floresta.
A cooperativa da Terra Indígena Sete de Setembro, localizada em Cacoal, Rondônia, tornou-se a primeira no Brasil a receber a certificação de serviços culturais do Forest Stewardship Council (FSC). A nova metodologia da organização internacional reconhece formalmente a relação intrínseca entre a preservação de culturas tradicionais e a conservação ambiental. O povo Paiter Suruí, que já possui histórico com o mercado de créditos de carbono, utiliza o selo para validar sua produção sustentável de cacau, café e castanhas. Esta é a segunda vez que a certificação é concedida globalmente, sendo a primeira destinada à nação indígena Haida, no Canadá. A iniciativa ganha relevância em um cenário onde grandes corporações, como Natura, Unilever e Suzano, buscam cada vez mais certificações florestais para assegurar a integridade e a ética de suas cadeias de suprimentos globais.
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