Justiça dos EUA investiga repasses de R$ 2,8 bi do Banco Master
Tribunal americano exige que empresa de criptoativos detalhe transações milionárias realizadas pelo banco brasileiro entre 2018 e 2021.
Pontos principais
- O juiz Scott M. Grossman ordenou que a One World Services forneça registros de transações envolvendo US$ 531 milhões.
- Os valores foram transferidos entre 2018 e 2021, quando a instituição ainda operava sob o nome de Banco Máxima.
- A investigação busca identificar beneficiários finais e contratos firmados com o grupo ligado ao banco.
- A One World Services foi alvo da Operação Colossus da Polícia Federal em 2022 por suspeitas de lavagem de dinheiro.
- O corretor Dante Felipini, associado à empresa, foi condenado em 2025 a 17 anos de prisão por crimes financeiros.
A Justiça dos Estados Unidos determinou que a empresa de criptoativos One World Services (OWS) apresente informações detalhadas sobre movimentações financeiras no valor de aproximadamente R$ 2,8 bilhões. O montante foi transferido pelo Banco Master, então denominado Banco Máxima, entre os anos de 2018 e 2021. O juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, impôs 16 exigências formais, incluindo a entrega de contratos, registros de comunicação e a identificação dos beneficiários finais das operações. A medida faz parte de um esforço para esclarecer a natureza dos fluxos financeiros, dado o histórico da OWS, que já foi alvo da Operação Colossus da Polícia Federal brasileira em 2022. A relevância do caso é reforçada pela recente condenação de Dante Felipini, parceiro da OWS, sentenciado a 17 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.
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