Suspensão de dragagem no Rio Tapajós ameaça exportações do Arco Norte
A falta de dragagem no Rio Tapajós pode causar prejuízos de R$ 850 milhões ao travar a logística de exportação de grãos pelo Arco Norte.
Pontos principais
- O governo federal cancelou o edital de dragagem de manutenção do Rio Tapajós no início do ano.
- Uma nova tentativa de licitação foi revogada em julho após pressões e protestos de comunidades indígenas.
- A ausência de manutenção compromete a navegabilidade e o escoamento da safra agrícola.
- O setor estima que o colapso logístico na região pode gerar prejuízos de até R$ 850 milhões.
A interrupção das obras de dragagem no Rio Tapajós tem gerado incertezas sobre a eficiência logística do Arco Norte, rota estratégica para o escoamento da produção de grãos do Brasil. Após o cancelamento do edital de manutenção no início de 2025 e a revogação de uma nova tentativa em julho, motivada por protestos de comunidades indígenas, o canal de navegação enfrenta riscos de assoreamento. A situação preocupa o setor do agronegócio, que alerta para a possibilidade de um colapso logístico caso a profundidade do rio não seja mantida. Com a dependência dessa hidrovia para o transporte de commodities, especialistas estimam que os prejuízos financeiros podem atingir R$ 850 milhões, afetando a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional e elevando os custos operacionais para os produtores que utilizam a rota.
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