Gargalos logísticos no Arco Norte elevam custos do agronegócio
A precariedade das vias de acesso ao Porto de Miritituba gera congestionamentos e encarece o escoamento da safra brasileira de soja.
Pontos principais
- Filas de até 40 quilômetros na BR-163 impactam diretamente a logística de transporte de grãos.
- A ineficiência logística eleva o valor dos fretes e resulta em taxas de demurrage nos portos.
- Dados da Pesquisa CNT 2025 revelam que mais de 80% das rodovias na região Norte estão em condições precárias.
- Entidades do setor cobram maior integração entre modais rodoviários, ferroviários e hidroviários.
- Lideranças do agronegócio apontam a falta de propostas estruturais para o setor nas discussões políticas atuais.
A infraestrutura logística no Arco Norte enfrenta um momento crítico, com gargalos severos no Porto de Miritituba, na BR-163, que comprometem a competitividade do agronegócio nacional. O acúmulo de veículos, que chega a formar filas de 40 quilômetros, eleva os custos operacionais através do aumento dos fretes e da incidência de taxas de demurrage, prejudicando o escoamento da safra de soja. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, a precariedade de mais de 80% das vias na região Norte reflete a falta de integração entre rodovias, ferrovias e hidrovias, um entrave histórico para o setor. Diante desse cenário, representantes do agronegócio criticam a ausência de planos concretos para a modernização logística, alertando que a ineficiência atual mina a capacidade de exportação do Brasil e pressiona as margens de lucro dos produtores rurais.
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