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Receita e MPF deflagram Operação Jogo de Sombras contra grupo de apostas

A operação investiga o grupo NSX por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal em movimentações que superam R$ 5 bilhões.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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28/08 às 08:31, atualizado 14:33

Pontos principais

  • A Operação Jogo de Sombras apura movimentações financeiras irregulares superiores a R$ 5 bilhões em 2025.
  • O alvo principal é o grupo NSX, controlador de plataformas como Betnacional, Pagbet e Mr. Jackbet.
  • Investigadores cumprem seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Recife e São Paulo.
  • A Receita Federal estima um potencial de recuperação de R$ 300 milhões em tributos aos cofres públicos.
  • O esquema utilizava empresas de fachada em Curaçao para simular operações internacionais e evitar a tributação brasileira.
  • Há indícios do uso de 'contas bolsão' em fintechs para ocultar a origem dos recursos e os reais beneficiários.
  • A Justiça determinou o bloqueio de R$ 191 milhões em bens dos investigados.
  • O grupo é suspeito de declarar despesas fictícias após a regulamentação do setor para reduzir a base de cálculo tributária.
  • Apesar da operação, as plataformas de apostas do grupo mantêm suas atividades regulares para os usuários.
  • A ação é conduzida pelo Ministério Público Federal, por meio do Gaeco, e pela Receita Federal.

O Ministério Público Federal (MPF), por meio do Gaeco, e a Receita Federal deflagraram nesta sexta-feira (28) a Operação Jogo de Sombras. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de crimes financeiros envolvendo o grupo NSX, controlador de plataformas de apostas esportivas como Betnacional, Pagbet e Mr. Jackbet. Segundo as autoridades, o grupo teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas em 2025, utilizando estruturas complexas para contornar a fiscalização e a regulação do setor no Brasil.

As investigações apontam que a holding operava através de uma empresa de fachada sediada em Curaçao, simulando que as atividades de apostas ocorriam fora do território nacional antes da implementação das novas regras regulatórias. Além disso, o esquema contava com o uso de 'contas bolsão' em fintechs para mascarar o rastreio dos fluxos financeiros e a repatriação de recursos. Após a regulamentação, o grupo é suspeito de ter declarado despesas fictícias com o intuito de reduzir artificialmente a base de cálculo de impostos, configurando sonegação fiscal.

Como desdobramento imediato, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 191 milhões em bens dos investigados, enquanto a Receita Federal instaurou 11 procedimentos fiscais com a expectativa de recuperar pelo menos R$ 300 milhões em tributos devidos. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em João Pessoa, Recife e São Paulo. Apesar da gravidade das acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o grupo NSX informou que as plataformas de apostas continuarão operando normalmente para os usuários brasileiros, mantendo o acesso aos serviços enquanto o processo judicial segue em curso.

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