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PF deflagra Operação Arena contra lavagem de dinheiro em bets

A Polícia Federal investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo casas de apostas, com sequestro de R$ 1,1 bilhão.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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13/08 às 08:01 · atualizado 14/08 às 08:44

Pontos principais

  • A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros.
  • A Justiça Federal autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados no montante de até R$ 1,1 bilhão.
  • O advogado Nelson Wilians é um dos alvos da operação, sob suspeita de atuar como operador financeiro do grupo.
  • Investigações apontam o uso de empresas de fachada em Curaçao, stablecoins e contas no exterior para ocultar a origem dos recursos.
  • O esquema teria movimentado mais de R$ 2 bilhões entre 2022 e 2025, segundo apurações da Polícia Federal.
  • A defesa de Nelson Wilians nega irregularidades e afirma que sua relação com a PixBet é estritamente profissional.
  • A operação conta com a participação do Ministério Público Federal e da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
  • Os investigados podem responder por crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
  • Simultaneamente, o MPRJ deflagrou a Operação Aposta Suja, focada em sites de apostas ilegais que movimentaram R$ 1,4 bilhão.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Arena com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar o mercado de apostas esportivas para a prática de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ação, que contou com o apoio do Ministério Público Federal e da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados. Como medida cautelar, a Justiça determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores dos envolvidos, além da quebra de sigilos bancário e telemático.

Entre os alvos da operação está o advogado Nelson Wilians, apontado pelos investigadores como um possível operador financeiro do grupo. Segundo as autoridades, o esquema utilizava estruturas complexas, incluindo empresas de fachada sediadas em Curaçao, o uso de stablecoins e contas bancárias no exterior para ocultar a origem ilícita dos recursos e simular que a gestão dos jogos de azar ocorria fora do território brasileiro. A defesa de Wilians refutou as acusações, declarando que suas atividades junto à PixBet, também citada na investigação, restringem-se a serviços advocatícios profissionais.

Paralelamente, o Ministério Público do Rio de Janeiro iniciou a Operação Aposta Suja, que investiga uma rede de sites de apostas não autorizados. Esta frente apura movimentações financeiras superiores a R$ 1,4 bilhão entre 2022 e 2026, com denúncias de golpes contra usuários e uso de empresas de fachada. As ações conjuntas refletem um esforço crescente das autoridades brasileiras em aumentar o escrutínio sobre o setor de apostas, buscando coibir práticas criminosas que antecederam a recente regulamentação das apostas de quota fixa no país.

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