Mulheres negras lançam manifesto com diretrizes para eleições de 2026
Articulação de Mulheres Negras Brasileiras propõe agenda focada no 'Bem Viver' para combater sub-representação política e desigualdades.
Pontos principais
- O manifesto exige maior representatividade e recursos para candidaturas de mulheres negras em cargos legislativos e executivos.
- Dados do TSE mostram que mulheres pretas representam 6% e pardas 12,2% das candidaturas para 2026.
- O documento denuncia o uso de 'tecno autoritarismo' e 'guerra híbrida' contra direitos de grupos marginalizados.
- O movimento busca fortalecer a ocupação de espaços de poder por meio de um pacto intergeracional e inclusivo.
A Articulação de Mulheres Negras Brasileiras lançou, em Brasília, o Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil, documento que estabelece diretrizes voltadas ao conceito de 'Bem Viver' para os candidatos das eleições de 2026. O texto critica a histórica desvalorização dessas mulheres pelos partidos políticos, apontando a escassez de recursos eleitorais e a baixa representatividade como obstáculos estruturais. Segundo dados do TSE, a participação de mulheres pretas e pardas nas candidaturas atuais permanece desproporcional à composição demográfica do país, o que motiva a pressão por mudanças nas políticas partidárias.
Além da pauta eleitoral, o manifesto alerta para o avanço do que denomina 'tecno autoritarismo' e 'guerra híbrida', estratégias que, segundo as ativistas, ameaçam direitos humanos e sociais. O lançamento consolidou um pacto intergeracional, incluindo mulheres trans e travestis, com o objetivo de ampliar a ocupação de espaços de poder e garantir maior influência na formulação de políticas públicas.
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