Marchas pelo Dia da Mulher Negra cobram titulação de terras quilombolas
Mobilizações em todo o país marcam o Dia de Tereza de Benguela com foco na regularização fundiária e no combate à violência contra mulheres negras.
Pontos principais
- O 25 de julho celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela.
- Movimentos sociais exigem a titulação urgente de terras para mais de 8 mil comunidades quilombolas no Brasil.
- A 11ª Marcha das Mulheres Negras em São Paulo homenageou Luana Barbosa, relembrando os dez anos de seu assassinato sem condenações.
- As pautas centrais das manifestações incluem a economia do cuidado, o enfrentamento ao racismo estrutural e a autonomia das mulheres negras.
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, foi marcado por uma série de mobilizações em diversas capitais brasileiras, como São Paulo, Salvador e Recife. As manifestações, que integram a agenda do 'Julho das Pretas', destacaram a urgência da titulação de terras para mais de 8 mil comunidades quilombolas, medida considerada essencial para garantir a segurança e a autonomia dessas populações. Além da pauta fundiária, os atos reforçaram o combate ao racismo estrutural e à violência de gênero. Em São Paulo, a 11ª Marcha das Mulheres Negras homenageou Luana Barbosa, cujo assassinato por policiais militares completa uma década sem que os responsáveis tenham sido punidos. O evento serviu como um espaço de denúncia contra a negligência do Estado e de celebração da resistência histórica, simbolizada pela figura de Tereza de Benguela.
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