Movimentos negros cobram titulação de terras quilombolas no Brasil
Mobilizações marcam o Dia de Tereza de Benguela e reforçam a urgência da regularização fundiária para comunidades quilombolas em todo o país.
Pontos principais
- O dia 25 de julho celebra Tereza de Benguela, líder quilombola do século 18, e o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
- Lideranças reivindicam a titulação de terras para mais de 8 mil comunidades quilombolas existentes no Brasil.
- A regularização fundiária é apontada como essencial para garantir a segurança e a autonomia das mulheres negras no campo.
- As atividades fazem parte do 'Julho das Pretas', que promove ações de conscientização e combate ao racismo estrutural.
O Dia Nacional de Tereza de Benguela e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrados em 25 de julho, foram marcados por mobilizações que exigem a agilização da titulação de terras quilombolas no Brasil. Lideranças do movimento negro destacam que a regularização fundiária é uma pauta central para assegurar a autonomia e a segurança das mulheres negras, que representam a maioria da população nessas comunidades. Atualmente, o país possui mais de 8 mil territórios quilombolas que aguardam a conclusão dos processos de reconhecimento oficial. As manifestações, integradas à agenda do 'Julho das Pretas', também servem como um espaço de denúncia contra o racismo estrutural e de memória por vítimas de violência, reforçando a necessidade de políticas públicas que garantam a preservação histórica e o direito à terra para essas populações.
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