Morgan Stanley projeta dólar a R$ 6 em 2027 sem ajuste fiscal
Banco aponta riscos fiscais pós-eleições de 2026 e prevê cenário de baixo crescimento, juros elevados e desvalorização cambial no Brasil.
Pontos principais
- O Morgan Stanley estima dólar a R$ 6,00 e PIB de 0,2% para 2027 caso não haja ajuste fiscal.
- A projeção inclui Selic em 15,50% e Ibovespa estagnado em 130 mil pontos.
- Analistas alertam que o mercado subestima os riscos fiscais decorrentes da disputa eleitoral de 2026.
- Mais de 91% do Orçamento federal é composto por despesas obrigatórias, limitando a flexibilidade econômica.
- O banco considera improvável a recuperação do grau de investimento pelo Brasil antes de 2028.
O Morgan Stanley divulgou um relatório com projeções pessimistas para a economia brasileira em 2027, condicionando o cenário à ausência de um ajuste fiscal efetivo após as eleições de 2026. Segundo a instituição, a rigidez orçamentária, onde mais de 91% dos gastos são obrigatórios, impõe desafios estruturais severos. O banco projeta que, sem medidas de controle, o país enfrentará um crescimento do PIB de apenas 0,2%, com a taxa Selic atingindo 15,50% e a moeda norte-americana chegando a R$ 6,00. A análise destaca que o mercado financeiro tem subestimado os riscos fiscais da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro. Diante desse quadro, o banco recomenda cautela aos investidores, sugerindo a aposta na alta dos juros futuros em vez de exposição direta ao dólar, e aponta que a retomada do grau de investimento deve ocorrer apenas no final da década.
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