Governo nega novas restrições comerciais da União Europeia ao Brasil
Ministro do MDIC descarta novas imposições europeias e aposta no diálogo para resolver pendências sobre exportações de produtos de origem animal.
Pontos principais
- O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que não espera novas restrições comerciais da União Europeia ao Brasil.
- O bloco europeu planeja uma auditoria na produção brasileira de frangos e mel para verificar o uso de antimicrobianos.
- Uma nova lista de fornecedores aptos a exportar produtos de origem animal para a UE entrou em vigor em 3 de setembro.
- O governo brasileiro trata os impasses atuais como uma fase de adaptação ao Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e UE, vigente desde 2026.
O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, declarou que o governo brasileiro não prevê a imposição de novas restrições comerciais por parte da União Europeia. A declaração ocorre em um momento de atenção sobre o setor agropecuário, marcado por uma auditoria planejada pelo bloco europeu para fiscalizar o uso de antimicrobianos na produção nacional de frangos e mel. Além disso, uma nova lista de fornecedores autorizados a exportar produtos de origem animal para a Europa passou a vigorar em 3 de setembro, alterando o cenário de acesso ao mercado externo. Segundo o governo, eventuais divergências técnicas estão sendo tratadas por meio de diálogo diplomático, sendo classificadas como parte natural do processo de aperfeiçoamento do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia, que está em vigor desde maio de 2026.
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