Brasil registra déficit de US$ 8,11 bilhões em transações correntes
Resultado de julho superou as expectativas do mercado e representa o maior rombo para o mês nos últimos sete anos, segundo dados do Banco Central.
Pontos principais
- O déficit em transações correntes atingiu US$ 8,11 bilhões em julho de 2026.
- O valor superou a projeção de especialistas, que estimavam um saldo negativo de US$ 6,6 bilhões.
- O resultado marca o maior déficit para o mês de julho registrado nos últimos sete anos.
- O déficit acumulado em 12 meses recuou para US$ 62,9 bilhões, equivalente a 2,49% do PIB.
- O investimento estrangeiro em ações brasileiras foi positivo em US$ 1,689 bilhão no mês.
- Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 7,46 bilhões em julho.
- A conta de viagens internacionais apresentou déficit de US$ 1,558 bilhão no período.
O Brasil registrou um déficit de US$ 8,11 bilhões nas transações correntes em julho de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O montante superou significativamente as estimativas do mercado financeiro, que previam um saldo negativo de US$ 6,6 bilhões, configurando o maior rombo para o mês de julho nos últimos sete anos. O desempenho reflete uma deterioração nas contas externas, apesar de movimentos distintos em diferentes frentes de investimento.
No mesmo período, o país observou um fluxo positivo de capital estrangeiro direcionado ao mercado de ações, que totalizou US$ 1,689 bilhão, revertendo o cenário negativo visto em julho de 2025. Em contrapartida, o saldo de investimentos em títulos de renda fixa negociados internamente foi negativo em US$ 728 milhões. O déficit acumulado em 12 meses atingiu US$ 62,9 bilhões, representando 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB), uma redução em relação aos 3,51% registrados no mesmo período do ano anterior. A conta de serviços, pressionada por viagens internacionais, também contribuiu para o resultado final, com um déficit de US$ 1,558 bilhão.
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