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Gastos de brasileiros no exterior batem recorde de US$ 12,6 bi no 1º semestre

Impulsionados pela valorização do real, os gastos de turistas brasileiros em viagens internacionais atingiram o maior patamar da série histórica do Banco Central no primeiro semestre de 2026.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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28/07 às 09:45 · atualizado 17:32

Pontos principais

  • O montante de US$ 12,61 bilhões é o maior registrado para o primeiro semestre desde o início da série histórica em 1995.
  • A valorização do real frente ao dólar, favorecida pela posição do Brasil como exportador de petróleo, barateou viagens e serviços internacionais.
  • O valor gasto pelos brasileiros equivale a aproximadamente R$ 64,5 bilhões na cotação atual.
  • O recorde reflete o comportamento do setor de turismo e o aumento do fluxo de viajantes brasileiros no exterior no período.
  • Apesar do recorde em viagens, o déficit nas contas externas brasileiras recuou 16,34% no primeiro semestre, somando US$ 27,47 bilhões.
  • O Banco Central associa a redução do déficit em transações correntes à desaceleração da economia brasileira.

Os gastos de brasileiros em viagens e serviços internacionais atingiram o patamar recorde de US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O volume, que representa o maior montante para o período desde 1995, foi impulsionado pela valorização do real frente ao dólar, o que tornou as viagens ao exterior mais acessíveis para os brasileiros. A força da moeda nacional está atrelada, em parte, à posição estratégica do país como exportador de petróleo em um cenário de tensões globais.

Embora o aumento nos gastos com turismo tenha pressionado a conta de serviços, que registrou déficit de US$ 5,1 bilhões apenas em junho, o cenário macroeconômico das contas externas apresentou melhora. O déficit total em transações correntes do país recuou 16,34% no primeiro semestre, totalizando US$ 27,47 bilhões. Segundo o Banco Central, essa redução no déficit é explicada tanto pelo desempenho das exportações, que atingiram recordes em setores como petróleo, soja e carne, quanto por uma desaceleração na atividade econômica interna.

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