TSE deve julgar uso de avatar de Bolsonaro em campanhas até a próxima semana
Tribunal deve proibir o uso de deepfakes em convenções eleitorais e estabelecer uma tese jurídica sobre o tema para as próximas disputas.
Pontos principais
- O julgamento no TSE está previsto para ocorrer até o final da próxima semana.
- O caso analisa o uso de um avatar de Jair Bolsonaro em evento do PL, questionado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.
- A maioria dos ministros deve votar pela proibição da ferramenta de inteligência artificial.
- A decisão servirá para fixar uma tese jurídica sobre o uso de deepfakes em períodos eleitorais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prepara-se para julgar, até o final da próxima semana, a legalidade do uso de avatares baseados em tecnologia de deepfake durante campanhas eleitorais. O processo em questão analisa a utilização de uma representação digital de Jair Bolsonaro em uma convenção do Partido Liberal (PL), ação que foi alvo de questionamentos por parte da candidatura de Flávio Bolsonaro. A expectativa entre os magistrados é de que a maioria vote pela proibição da ferramenta, consolidando um entendimento restritivo sobre o uso de inteligência artificial na propaganda política.
Além de resolver o caso específico, o julgamento é considerado estratégico pela corte para estabelecer uma tese jurídica definitiva sobre o tema. A medida visa regular o uso de tecnologias de manipulação de imagem e voz, garantindo que o emprego de deepfakes não comprometa a integridade do processo eleitoral. A decisão deverá servir como um benchmark para futuras disputas, definindo limites claros para o uso de recursos digitais por candidatos e partidos em todo o país.
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