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Renan Santos defende armas nucleares e regime de exceção em favelas

Em sabatina na TV Globo, o candidato à presidência Renan Santos (Missão) defendeu iniciar um processo de pesquisa nuclear, embora tenha reconhecido que o Brasil não tem condições técnicas para desenvolver armas atômicas na próxima década, e disse que descumprirá decisões do STF que considerar ilegais.

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Foto: G1 Política
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26/08 às 20:45 · atualizado 22:02

Pontos principais

  • Santos defendeu que o Brasil inicie um "processo de recuperação de soberania" de pesquisa nuclear, mas reconheceu que o país não tem condições técnicas para desenvolver armas atômicas nem para começar essa pesquisa nos próximos dez anos.
  • A Constituição permite energia nuclear apenas para fins pacíficos, trecho que o deputado aliado Kim Kataguiri já tentou alterar por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição.
  • O candidato propôs R$ 6 bilhões para construir dez presídios federais, cada um com 30 mil a 40 mil vagas, e defendeu mudar o código de processo penal e a lei de execução penal para aumentar penas de crimes violentos cometidos com arma.
  • Prometeu "declarar guerra" ao crime organizado e reconquistar em um ano todos os territórios do país dominados por facções.
  • Sobre o modelo de El Salvador, negou conhecer casos de tortura e desaparecimentos sob Nayib Bukele, chamando as denúncias de "clichê" da mídia internacional, mas defendeu a linha "prendeu, matou".
  • Disse que descumprirá decisões do STF que considerar "ilegais", citando como exemplo não obedecer uma ordem monocrática que interrompesse uma operação policial em curso numa favela.
  • O plano de governo inclui a substituição da CLT por negociações diretas e a desvinculação de benefícios previdenciários do salário mínimo.
  • O candidato propôs a fusão de municípios e a substituição do programa Bolsa Família por frentes de trabalho.
  • A entrevista integra uma série da emissora com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto.
  • Checagem de fatos confirmou a declaração de Santos de que o Brasil possui a segunda maior reserva global de terras raras.

O candidato à presidência pelo partido Missão, Renan Santos, participou nesta quarta-feira (26) da sabatina da TV Globo com presidenciáveis, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli. Ao defender o início de pesquisas nucleares, afirmou que "a realidade é muito clara: as nações mais poderosas dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por isso". Na pauta de segurança pública, questionado sobre como evitar arbitrariedades em seu plano, disse que seguirá "o devido processo legal", citando como exemplo o caso da influenciadora Deolane, presa após uma investigação apontar ligação dela com o PCC.

Sobre o Supremo, afirmou que uma decisão "ilegal não se cumpre" e citou a decisão de Alexandre de Moraes que quebrou o sigilo de uma fonte jornalística como exemplo do que considera abuso. Reforçou, porém, que não pretende "sair desrespeitando todas as medidas do STF".

Além das propostas na área de defesa e segurança, o plano de Santos abrange reformas estruturais na economia e na administração pública. O candidato defende a substituição da CLT por negociações diretas entre patrões e empregados, a fusão de municípios e a desvinculação de benefícios previdenciários do salário mínimo. Durante a sabatina, que faz parte da série de entrevistas com os candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, Santos também teve dados verificados por agências de checagem, que confirmaram sua afirmação sobre o Brasil deter a segunda maior reserva mundial de terras raras.

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