Missão lança campanha de Renan Santos e apresenta plano de governo
O partido Missão reuniu apoiadores em São Paulo neste sábado para lançar a campanha presidencial de Renan Santos e apresentar o "Livro Amarelo"; a convenção que oficializou a chapa foi antecipada para 20 de julho.
Pontos principais
- A chapa presidencial, oficializada em convenção antecipada no dia 20 de julho, é composta por Renan Santos e pelo militar da reserva Aroldo Medina.
- O plano de governo, intitulado 'Livro Amarelo', foca em reformas econômicas e segurança pública.
- As propostas incluem a extinção da Justiça do Trabalho, substituição da CLT e corte de gastos de R$ 3,3 trilhões.
- O candidato defende o endurecimento penal, incluindo a aplicação do 'Direito Penal do Inimigo' contra facções.
- O evento apresentou também candidaturas da legenda para o Legislativo e governos de nove estados.
- Renan Santos conta atualmente com proteção da Polícia Federal após relatar ameaças de grupos criminosos.
- A campanha busca se posicionar como alternativa ao PT e ao bolsonarismo nas eleições de 2026.
O Partido Missão realizou neste sábado, em São Paulo, o 1º Congresso Nacional da legenda, evento que marcou o lançamento público da campanha de Renan Santos à Presidência da República. A oficialização formal da chapa, porém, não ocorreu ali: a convenção nacional estava prevista para 1º de agosto, mas foi antecipada para 20 de julho, quando o empresário e o tenente-coronel da reserva Aroldo Medina foram confirmados como candidatos a presidente e vice. É a primeira participação em um pleito nacional do partido fundado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).
O encontro de sábado foi dedicado à apresentação do "Livro Amarelo", conjunto de diretrizes que sintetiza o projeto de governo do partido. Renan Santos apresentou propostas de forte impacto, como a extinção da Justiça do Trabalho e a substituição da CLT, além de um plano de corte de gastos públicos estimado em R$ 3,3 trilhões ao longo de uma década. No campo da segurança pública, o candidato defendeu medidas rigorosas, incluindo a implementação do "Direito Penal do Inimigo" para o combate ao crime organizado. O discurso foi marcado por críticas contundentes aos principais adversários políticos, distanciando a candidatura tanto do PT quanto do bolsonarismo.
O congresso também apresentou candidaturas da legenda ao Legislativo e a governos estaduais em nove estados. O evento, que contou com a venda de ingressos para arrecadação de fundos, ocorre em um momento de atenção à segurança do candidato, que possui escolta da Polícia Federal após ter relatado ameaças. Com a chapa definida, o partido busca agora superar a cláusula de desempenho nas urnas e consolidar sua presença no cenário político nacional para as eleições de 2026.
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