Previsão de super El Niño ameaça safra de café e eleva preços
Novo fenômeno climático entre outubro e janeiro gera incertezas na produção brasileira e pressiona os preços globais da commodity.
Pontos principais
- A NOAA aponta 90% de probabilidade de um super El Niño entre outubro e janeiro.
- O fenômeno pode causar secas e calor extremo no Sudeste e Centro-Oeste, prejudicando a florada dos cafeeiros.
- A estimativa para a safra 2026/27 foi ajustada para um intervalo entre 70 milhões e 71 milhões de sacas.
- Estoques globais reduzidos e tensões geopolíticas no Oriente Médio intensificam a pressão de alta nos preços.
- Custos logísticos estão em patamares elevados devido a alterações nas rotas marítimas e alta dos combustíveis.
O mercado global de café enfrenta um cenário de incerteza com a previsão da NOAA de um super El Niño entre outubro e janeiro. O fenômeno climático ameaça a produtividade brasileira ao elevar as temperaturas e reduzir a umidade no Sudeste e Centro-Oeste, regiões cruciais para a florada dos cafeeiros. Como resultado, a projeção para a safra 2026/27 foi revisada para entre 70 milhões e 71 milhões de sacas, refletindo também o impacto de chuvas irregulares recentes. A situação é agravada por estoques globais já limitados, o que torna o mercado mais sensível a choques de oferta. Além dos riscos climáticos, a volatilidade dos preços é impulsionada por gargalos logísticos decorrentes de conflitos no Oriente Médio, que elevaram o custo dos fretes marítimos e dos combustíveis. A combinação desses fatores mantém a pressão sobre as cotações da commodity, que podem atingir novas máximas nos próximos meses.
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