El Niño e tensões geopolíticas elevam preços de commodities agrícolas
O fenômeno climático e conflitos globais pressionam as cotações de café e cacau, enquanto o Brasil mantém projeções de safra recorde.
Pontos principais
- O El Niño causou quebras de safra na África, elevando os preços globais de cacau e café.
- Conflitos entre Rússia-Ucrânia e EUA-Irã impulsionaram os valores de trigo e petróleo.
- A Conab estima uma safra recorde de 66,2 milhões de sacas de café no Brasil para a temporada.
- O mercado brasileiro segue competitivo com expectativas de recordes na produção de grãos e cana-de-açúcar.
- O suco de laranja foi a exceção no mercado, registrando queda de preço no período.
O mercado global de commodities agrícolas enfrenta um período de volatilidade acentuada em julho, impulsionado pela combinação de efeitos climáticos severos e instabilidades geopolíticas. O fenômeno El Niño tem sido o principal vetor de pressão sobre as cotações de cacau e café, refletindo quebras de safra significativas no continente africano. Paralelamente, a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia, somada ao cenário de incerteza envolvendo os Estados Unidos e o Irã, elevou os custos do trigo e do petróleo, gerando impactos indiretos nos preços do açúcar e do algodão. Apesar do cenário externo desafiador, o Brasil mantém uma posição estratégica favorável. Com projeções da Conab que apontam para uma safra recorde de 66,2 milhões de sacas de café e expectativas positivas para a produção de grãos e cana-de-açúcar na safra 2025/26, o país reafirma sua relevância como um dos principais fornecedores globais, mesmo diante de desafios pontuais de qualidade na colheita.
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