Meta abandonou plano de cortar até 60% de equipes com agentes de IA
Zuckerberg cancelou a segunda onda de demissões em 19 de maio, com incidentes graves em alta de 40% e o tempo de correção 70% maior.
Pontos principais
- O "Project OT", de Organization Transformation, foi concebido no retiro de liderança de Zuckerberg no Havaí, em janeiro.
- Exercícios de cenários chegaram a explorar reduzir muitas equipes em até 60%, em duas ondas de cortes, maio e novembro.
- Na noite de 19 de maio, horas antes da primeira onda, Zuckerberg cancelou a rodada de novembro; no dia seguinte a Meta demitiu 10% do quadro.
- Mudanças de código feitas por IA nas plataformas internas cresceram 220% em um ano, mas as que chegaram aos usuários subiram só 36%.
- Incidentes técnicos e de segurança graves subiram 40% e o tempo apagando incêndios, 70%.
- A Meta tornou obrigatória a instalação de software de rastreamento nos dispositivos de funcionários nos EUA para capturar digitação e cliques.
O plano previa uma empresa "AI native", com a IA assumindo boa parte do trabalho diário de milhares de funcionários e trabalhadores virtuais supervisionados por equipes humanas menores e densas em talento. Uma publicação interna de abril já registrava que agentes sem supervisão executavam "ações disruptivas de larga escala que humanos dificilmente executariam".
A Meta confirmou que o Project OT existiu e que os cenários mais drásticos previam cortes de até 60% em algumas equipes, por demissões e realocações, mas disse que nunca pretendeu demitir 60% de toda a força de trabalho e que várias unidades grandes não estavam envolvidas. Em uma reunião geral em julho, Zuckerberg admitiu que a tecnologia de agentes não havia acelerado tão rápido quanto ele esperava — e previu benefícios dentro de três a seis meses.
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