iFood acusa Keeta de espionagem industrial e aliciamento de pessoal
O iFood alega que consultorias chinesas oferecem pagamentos para extrair dados estratégicos de funcionários da empresa em favor da rival Keeta.
Pontos principais
- O iFood afirma que cerca de 100 funcionários foram abordados por consultorias chinesas em agosto para fornecer dados internos.
- A disputa judicial, iniciada em maio, acusa a Keeta e a Meituan de concorrência desleal e assédio sistemático.
- Abordagens via LinkedIn oferecem US$ 300 por hora para obter indicadores financeiros e planos de investimento.
- O iFood solicitou à justiça dos EUA que a plataforma Zoom produza provas sobre reuniões suspeitas.
- A Keeta nega as acusações e afirma que também é alvo de abordagens semelhantes por consultorias estrangeiras.
O iFood intensificou as acusações de espionagem empresarial contra a Keeta e sua controladora, a chinesa Meituan, em meio a uma disputa judicial iniciada em maio. A empresa brasileira alega que consultorias chinesas têm aliciado seus funcionários com pagamentos de US$ 300 por hora para obter informações estratégicas, como indicadores financeiros e planos de mercado. Uma investigação interna identificou que um executivo de vendas teria participado de reuniões remuneradas com a China Insights Consultancy, com evidências ligando o contato à Meituan. O iFood classificou o episódio como a quarta onda de tentativas de espionagem e busca na justiça americana a produção de provas junto ao Zoom. A Keeta nega as irregularidades, argumenta que cumpre a LGPD e sustenta que seus próprios colaboradores também sofrem abordagens de consultorias externas, tratando o caso como uma prática comum no setor.
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