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Huawei propõe exportar 1.408 chips Ascend 950 para o Egito

Seria a primeira exportação conhecida dos aceleradores da Huawei; os EUA montam consórcio com Nvidia, AMD e Microsoft para disputar a licitação.

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26/08 às 09:00

Pontos principais

  • A proposta responde a uma licitação do Cairo e prevê 1.408 chips Ascend 950 para uma nuvem de treinamento de IA.
  • Inclui mais 600 chips Ascend 950 ou do modelo anterior 910B para dois clusters de inferência.
  • O plano de construção da infraestrutura é de 12 meses e atenderia usos militares, de vigilância e do setor público.
  • A apresentação tem 102 páginas e é uma parceria com a iFlytek, gigante chinesa de vigilância.
  • Um dos slides traz a insígnia do Ministério da Segurança Pública da China em exemplos de aplicações de vídeo.
  • Huawei e iFlytek estão na lista negra dos EUA desde 2019 e embarques ao Egito exigem autorização de Washington desde 2023.

Pode ser a primeira vez que Estados Unidos e China disputam diretamente a mesma licitação governamental de data center de IA. A oferta chinesa inclui reconhecimento de veículos e de indivíduos com base em um banco de dados nacional da população.

O peso técnico da proposta é modesto: cerca de 2.000 aceleradores Huawei 950DT equivalem, em capacidade de treinamento, a apenas algumas centenas dos melhores chips da Nvidia disponíveis comercialmente. O valor está no precedente — a Huawei tenta há mais de um ano exportar seus aceleradores sem sucesso.

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