Golpistas utilizam IA para clonar voz e imagem em novos golpes no Brasil
Estudo da Nexus aponta que criminosos estão usando inteligência artificial para simular pessoas reais, superando métodos tradicionais de fraude.
Pontos principais
- Criminosos utilizam IA para reproduzir voz e aparência de vítimas a partir de conteúdos públicos na internet.
- Entre janeiro e julho de 2026, 7,3% das 39,7 mil menções sobre segurança digital nas redes sociais envolveram manipulação de dados.
- Golpes tradicionais, como o 'SIM swap' e a venda de ingressos em perfis falsos, continuam sendo amplamente praticados.
- Especialistas alertam para a falta de familiaridade da população com a tecnologia de deepfake.
Um levantamento realizado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados revela uma mudança significativa no cenário de crimes digitais no Brasil. Criminosos estão migrando do simples roubo de senhas para o uso de inteligência artificial, capaz de clonar a voz e a aparência de indivíduos reais através de conteúdos disponíveis online. Entre janeiro e julho de 2026, o monitoramento de redes sociais identificou que 7,3% das quase 40 mil menções sobre segurança digital referiam-se especificamente à manipulação de dados pessoais. A sofisticação técnica dos ataques, que inclui a criação de deepfakes, cria um desafio crescente para a segurança dos usuários, que muitas vezes não possuem familiaridade suficiente com essas novas ferramentas. Apesar da inovação tecnológica dos golpistas, práticas tradicionais como o 'SIM swap' e a criação de perfis falsos para vendas fraudulentas permanecem ativas e frequentes no país.
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