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Empresários argentinos admitem subornos em acordo com EUA

Hugo e Mariano Jinkis, da agência Full Play, confessam pagamento de propinas por direitos de transmissão de futebol e evitam prisão.

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Foto: Máquina do Esporte
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26/08 às 14:05

Pontos principais

  • Pai e filho admitiram o pagamento de dezenas de milhões de dólares em subornos a autoridades sul-americanas.
  • O esquema visava garantir direitos de transmissão e patrocínios de torneios como a Copa América.
  • Os empresários eram procurados desde 2015 por crimes de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
  • O acordo de delação firmado com promotores americanos permite que ambos evitem o cumprimento de penas em regime fechado.

Os empresários argentinos Hugo e Mariano Jinkis, controladores da agência de marketing esportivo Full Play, firmaram um acordo com o sistema de justiça dos Estados Unidos para encerrar as acusações que enfrentavam desde 2015. Pai e filho admitiram ter pago dezenas de milhões de dólares em subornos a dirigentes sul-americanos para assegurar direitos de transmissão e patrocínios de competições de elite, como a Copa América. A confissão marca um desdobramento relevante do escândalo conhecido como Fifagate, que expôs um amplo esquema de corrupção no futebol mundial. Diferente de outros executivos envolvidos no caso, o acordo de delação premiada permitirá que os Jinkis evitem a prisão, encerrando um longo período em que eram procurados por crimes de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A resolução do caso reforça o impacto das investigações americanas sobre a governança e a ética nas negociações comerciais do esporte na América do Sul.

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