Unicef cobra foco em prevenção à violência infantil de candidatos
Estudo do Unicef aponta que planos de governo focam em punição e negligenciam estratégias de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.
Pontos principais
- Unicef analisou 178 propostas de cinco candidatos à Presidência sobre infância e adolescência.
- A maioria das medidas foca em resposta e punição, ignorando ações preventivas.
- Em 2025, o Brasil registrou 2.079 mortes violentas de crianças e adolescentes.
- A entidade recomenda a adoção da parentalidade protetiva e uma política nacional específica.
- O estudo critica a ausência de recortes por raça, etnia e gênero nas propostas eleitorais.
O Unicef divulgou uma análise crítica sobre os planos de governo de cinco candidatos à Presidência, apontando uma lacuna significativa nas propostas voltadas para crianças e adolescentes. Segundo a entidade, os programas eleitorais priorizam medidas de resposta e punição à violência, negligenciando estratégias fundamentais de prevenção. O relatório destaca que, em 2025, o país contabilizou 2.079 mortes violentas nessa faixa etária, evidenciando a urgência de políticas públicas mais eficazes. A organização defende a implementação da parentalidade protetiva e a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes. Além disso, o Unicef ressaltou a falta de recortes por raça, etnia e gênero nos documentos analisados, alertando que crianças negras e indígenas permanecem em situação de maior vulnerabilidade e risco social, exigindo um olhar mais atento e específico por parte dos futuros gestores públicos.
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