Squadra reduz fatia na Hapvida e classifica investimento como erro
A gestora Squadra diminuiu sua participação na Hapvida para 3,87% e apontou falhas na gestão e na integração de ativos como razões para o prejuízo.
Pontos principais
- A participação da Squadra na Hapvida caiu de 5,15% para 3,87% das ações ordinárias.
- Em carta aos cotistas, a gestora classificou o aporte como o maior erro de sua história.
- A Squadra criticou a estratégia de aquisições e a execução da integração de ativos da operadora.
- A gestora defende que a Hapvida realize desinvestimentos para simplificar sua estrutura e reduzir o endividamento.
- As ações da Hapvida acumulam queda de aproximadamente 57% no acumulado do ano.
A gestora de investimentos Squadra reduziu sua participação acionária na operadora de saúde Hapvida para 3,87%, marcando um distanciamento estratégico após um período de forte desvalorização dos papéis da companhia. Em carta enviada aos seus cotistas, a gestora classificou o investimento na empresa como o maior erro de sua trajetória, citando falhas críticas na gestão, na estratégia de aquisições e na integração de ativos, o que impactou negativamente o desempenho financeiro da gestora. A decisão ocorre em um cenário de crise para a Hapvida, que viu seu lucro cair 95,8% no segundo trimestre e enfrenta uma desvalorização de cerca de 57% em suas ações no ano. A Squadra, que chegou a eleger três conselheiros para o conselho de administração da empresa, agora defende que a companhia adote medidas drásticas, como a venda de unidades e a simplificação de sua estrutura operacional para conter o endividamento. Atualmente, a Hapvida já iniciou movimentos de desinvestimento, colocando à venda ativos no Sul do país, como a Clinipam e o Centro Clínico Gaúcho, em uma tentativa de recuperar sua eficiência operacional e retomar espaço no mercado paulista.
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