Devolução de galpões pelo Grupo Casas Bahia pode elevar vacância logística
Levantamento da JLL aponta que a entrega de 1 milhão de m² pela varejista pressionaria o mercado imobiliário e impactaria fundos imobiliários.
Pontos principais
- O Grupo Casas Bahia ocupa 1.068.819 m² em 20 galpões logísticos no Brasil.
- A devolução imediata dos imóveis elevaria a taxa de vacância nacional de 5,5% para 8,1%.
- O estado do Rio de Janeiro seria o mais afetado, com vacância saltando de 9,2% para 16,3%.
- Cerca de 831.649 m² dos espaços ocupados pertencem a Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).
- Uma reestruturação escalonada em até 24 meses poderia limitar a vacância nacional a 6,8%.
O Grupo Casas Bahia, em meio ao seu processo de recuperação judicial, enfrenta a possibilidade de devolver mais de 1 milhão de m² de galpões logísticos, movimentação que gera alerta no mercado imobiliário brasileiro. Segundo um levantamento da consultoria JLL, a saída repentina da varejista de seus 20 imóveis ocupados elevaria a taxa de vacância nacional de 5,5% para 8,1%, pressionando os preços de locação. O impacto seria particularmente severo no Rio de Janeiro, onde a vacância poderia atingir 16,3%. A situação preocupa investidores, dado que 831.649 m² dos galpões pertencem a Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), como o Mauá Capital Logística, que possui 75% de sua carteira vinculada à companhia. Especialistas apontam que uma devolução gradual, distribuída entre 18 e 24 meses, seria a alternativa menos disruptiva para mitigar os efeitos sobre o setor.
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