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Xiaomi lança processador Xring O3 de 3nm para reduzir dependência externa

O Xring O3, novo chip deca-core da Xiaomi, atingiu 5,22 milhões de pontos no AnTuTu — recorde entre SoCs flagship — e estreia em setembro no Xiaomi 18 Fold.

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Foto: Times Brasil
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24/08 às 07:31, atualizado 12:34

Pontos principais

  • O processador Xring O3 é fabricado no processo de 3nm da TSMC e possui mais de 24 bilhões de transistores.
  • Em post no Weibo, o fundador Lei Jun anunciou que o chip atingiu 5,22 milhões de pontos no AnTuTu, o primeiro SoC flagship a superar a marca de 5 milhões.
  • A CPU deca-core, com todos os núcleos "grandes", alcançou pela primeira vez mais de 15 mil pontos na pontuação multinúcleo, alta de 60% ante a geração anterior.
  • A nova GPU G2-Ultra NX estreia com desempenho gráfico 85% maior e consumo de energia 64% menor.
  • O chip é o primeiro processador móvel do mundo com suporte a memórias LPDDR6, com largura de banda de 113,8 GB/s, 48% acima do Xring O1.
  • O NPU foi redesenhado para os modelos de IA on-device Xiaomi MiMo, com 200 TOPS de computação tensorial e 3,13 TFLOPS vetorial, elevando em 45% o desempenho de IA no aparelho.
  • Segundo a Xiaomi, o Xring O3 tem a menor latência estática do setor (82ns) e é fruto de 459 dias de desenvolvimento.
  • A estreia comercial ocorrerá em setembro, equipando o smartphone dobrável Xiaomi 18 Fold e o tablet Pad 9 Pro Max na China.
  • A Xiaomi também revelou os chips Xring D100, para direção autônoma, e Xring O100, para computação de borda, com lançamento previsto para 2027.

A Xiaomi anunciou oficialmente o Xring O3, seu novo processador mobile de alto desempenho desenvolvido com arquitetura de 3 nanômetros. O componente, fabricado pela TSMC, marca uma etapa fundamental na estratégia da companhia chinesa para reduzir sua dependência histórica de fornecedores globais como Qualcomm e MediaTek. Segundo post de Lei Jun, fundador da Xiaomi, a CPU deca-core com todos os núcleos "grandes" atingiu pela primeira vez mais de 15 mil pontos na pontuação multinúcleo, salto de 60% ante a geração anterior, enquanto a nova GPU G2-Ultra NX eleva o desempenho gráfico em 85% e reduz o consumo de energia em 64%.

A estreia do Xring O3 está confirmada para setembro, quando equipará os novos dispositivos premium da marca, o smartphone dobrável Xiaomi 18 Fold e o tablet Pad 9 Pro Max. O chip é o primeiro processador móvel do mundo com suporte a memórias LPDDR6, com largura de banda de 113,8 GB/s, 48% superior à do Xring O1. Lei Jun descreveu ainda um NPU redesenhado para os modelos de IA on-device Xiaomi MiMo, com 200 TOPS de computação tensorial e 3,13 TFLOPS vetorial — alta de 45% no desempenho de IA no aparelho — e uma latência estática de 82ns, que a empresa diz ser a mais baixa do setor, resultado de 459 dias de desenvolvimento.

Além do foco em dispositivos móveis, a Xiaomi aproveitou o evento para expandir sua linha de semicondutores com o anúncio dos chips Xring D100 e Xring O100, ambos previstos para 2027. O D100, voltado para direção inteligente, destaca-se por ser o primeiro chip chinês de 3nm capaz de processar localmente modelos de inteligência artificial com até 200 bilhões de parâmetros. Com essas inovações, a Xiaomi busca não apenas autonomia em seus celulares, mas também uma posição de destaque nos setores de veículos autônomos e computação de borda, setores estratégicos para a expansão tecnológica da companhia nos próximos anos.

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