Marabraz entra em recuperação judicial em meio a disputa familiar
A rede varejista busca renegociar R$ 140 milhões em dívidas enquanto membros da família Fares travam batalha judicial pelo controle de holding.
Pontos principais
- A Marabraz protocolou pedido de recuperação judicial em 15 de agosto na 3ª Vara de Falências de São Paulo.
- A dívida total da varejista soma R$ 140 milhões, impactada por juros altos e queda no consumo.
- Nasser e Jamel Fares contestam na Justiça a gestão da holding imobiliária LP Administradora de Bens.
- O processo sobre a holding aponta retiradas milionárias por parte da terceira geração da família.
- A rede de lojas Marabraz segue operando normalmente durante o processo de reorganização financeira.
A rede varejista Marabraz deu início a um processo de recuperação judicial em 15 de agosto, protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A empresa busca renegociar um passivo de R$ 140 milhões, atribuindo a crise financeira a um cenário macroeconômico adverso, marcado por juros elevados, restrição ao crédito e retração no consumo. Além do desafio operacional, a companhia enfrenta instabilidade interna devido a um conflito societário e familiar que atinge a holding imobiliária LP Administradora de Bens. Nasser e Jamel Fares questionam judicialmente a gestão atual da holding, controlada pela terceira geração da família, alegando retiradas indevidas de recursos. O caso ganhou repercussão ao citar gastos pessoais elevados, como a compra de um anel de R$ 6 milhões, em meio à crise que afeta o grupo. Apesar das disputas, a Marabraz assegurou que suas lojas permanecem em funcionamento.
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