Crise no varejo pressiona fundos imobiliários de logística
A exposição de fundos imobiliários a varejistas em recuperação judicial provoca desvalorização nas cotas de diversos ativos do setor logístico.
Pontos principais
- Fundos com alta concentração em inquilinos do varejo, como o HSLG11, registraram quedas acentuadas nas cotações.
- Ativos como GGRC11 e VILG11 também sofrem recuos devido à crise em empresas dos setores varejista e moveleiro.
- Fundos diversificados, como HGLG11 e BTLG11, apresentam maior resiliência frente à instabilidade do mercado.
- Contratos atípicos de longo prazo e a demanda por galpões de alta qualidade ajudam a mitigar os impactos negativos.
A crise financeira que atinge grandes redes do varejo brasileiro gerou um efeito cascata nos fundos imobiliários (FIIs) de logística. A exposição direta a inquilinos em processos de recuperação judicial ou extrajudicial tem pressionado o valor das cotas, com destaque para o fundo HSLG11, que sofreu desvalorização de 13,3% em apenas dois dias após notícias sobre as Casas Bahia. O cenário também afeta outros fundos, como GGRC11 e VILG11, que possuem contratos com empresas em dificuldades financeiras.
Apesar da volatilidade, gestores apontam que a resiliência do setor é sustentada pela diversificação de portfólio e pela escassez de galpões de alta qualidade no mercado. Fundos como HGLG11 e BTLG11 têm demonstrado maior estabilidade ao diluir riscos entre diferentes inquilinos. Além disso, a natureza dos contratos atípicos de longo prazo permite que administradores busquem novos locatários caso ocorram distratos, oferecendo uma camada de proteção aos investidores diante da instabilidade econômica.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
