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Yduqs confirma negociações iniciais para fusão com a Afya

Em fato relevante motivado pela circulação de notícia sobre o tema, a Yduqs confirmou tratativas preliminares com a Afya para uma possível combinação de negócios no setor educacional.

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Foto: Times Brasil
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24/08 às 08:33, atualizado 15:05

Pontos principais

  • As ações da Yduqs (YDUQ3) subiram 8,64% na segunda-feira (24) após a confirmação das negociações.
  • No fato relevante, a Yduqs esclarece que as tratativas estão em estágio inicial, sem acordo, contrato ou compromisso vinculante, e sem obrigação assumida pela Yduqs, pela Afya ou por seus acionistas e administradores.
  • A Afya é controlada pelo grupo alemão Bertelsmann, que teria discutido a operação em reuniões no Bank of America.
  • O interesse estratégico foca no fortalecimento da presença de ambas as empresas no segmento de cursos de Medicina.
  • A restrição governamental à abertura de novas vagas de medicina impulsiona a busca por crescimento via fusões.
  • A Yduqs opera o IDOMED, braço médico que registrou receita de R$ 694 milhões no primeiro semestre.
  • Qualquer operação de fusão entre as companhias dependerá de aprovação prévia do Cade devido à sobreposição de mercado.
  • A companhia diz avaliar continuamente oportunidades estratégicas e enxergar méritos estruturais na consolidação do setor como alavanca de valor aos acionistas, comprometendo-se a manter o mercado informado sobre novos desdobramentos.

A Yduqs, controladora da rede Estácio, confirmou nesta segunda-feira (24), em fato relevante assinado pelo diretor-presidente Rossano Marques Leandro, que mantém negociações em estágio inicial para uma possível combinação de negócios com a Afya Limited, companhia listada na Nasdaq. O documento, protocolado com base no artigo 157, parágrafo 4º, da Lei das S.A. e na Resolução CVM nº 44/2021, foi motivado pela circulação de notícia sobre as tratativas entre a companhia brasileira e o grupo alemão Bertelsmann, controlador da Afya. A notícia gerou otimismo entre investidores, resultando em uma valorização de 8,64% nas ações da Yduqs (YDUQ3) durante o pregão. A Yduqs esclarece que não há, até o momento, qualquer acordo, contrato ou compromisso vinculante, nem obrigação assumida pela Yduqs, pela Afya ou por seus respectivos acionistas ou administradores em relação à potencial combinação, e que não há garantia de que as tratativas resultem em documentos definitivos ou na consumação de qualquer operação. No fato relevante, a companhia afirma que, no curso normal de seus negócios, avalia continuamente oportunidades estratégicas e sempre enxergou méritos estruturais na consolidação do setor como uma importante alavanca para a geração de valor aos acionistas — e se compromete a manter o mercado informado sobre novos desdobramentos. A busca por essa aproximação ocorre em um cenário de restrições governamentais à abertura de novas vagas de medicina, o que tem limitado a expansão orgânica de players do setor educacional. A Yduqs, que não possui um acionista controlador definido, conta com o IDOMED como um de seus principais ativos, enquanto a Afya busca alternativas para manter seu ritmo de crescimento. Caso as negociações avancem para um acordo formal, a operação deverá ser submetida à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), dado o potencial de sobreposição de mercado em diversas regiões do país. Analistas observam que, no primeiro semestre de 2026, ambas as empresas apresentaram indicadores financeiros robustos, com Ebitda próximo de R$ 900 milhões cada, o que confere relevância estratégica à possível fusão para o setor de educação superior no Brasil.

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