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Afya e Yduqs anunciam fusão para criar gigante da educação no Brasil

Acordo de combinação de negócios cria grupo com 1,6 milhão de alunos e receita anual de R$ 9,4 bilhões, com foco em ensino médico.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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23/09 às 23:01 · atualizado 24/09 às 00:01

Pontos principais

  • A transação ocorre via incorporação da Afya pela Yduqs, que manterá listagem no Novo Mercado da B3.
  • Acionistas da Afya deterão 69% da nova companhia, enquanto os da Yduqs ficarão com 31%.
  • O grupo alemão Bertelsmann se tornará o maior acionista da empresa combinada, com 47,4% de participação.
  • A operação estima sinergias de até R$ 2 bilhões e depende de aprovações do Cade e órgãos reguladores.
  • A nova estrutura terá 176 campi, presença em 26 estados e quase 5.900 vagas anuais em medicina.

As empresas de educação Afya e Yduqs anunciaram um acordo vinculante de combinação de negócios que visa criar uma gigante do setor no Brasil. Segundo o comunicado oficial, a operação será realizada por meio da incorporação da Afya pela Yduqs, que permanecerá como a entidade listada no Novo Mercado da B3, enquanto a Afya encerrará seu registro na Nasdaq e na SEC. O grupo resultante contará com uma base de 1,6 milhão de alunos e uma receita anual estimada em R$ 9,4 bilhões, consolidando uma presença estratégica em 176 campi espalhados por 26 estados e mais de 1.500 cidades.

A nova governança corporativa será liderada por Kay Krafft como chairman, Virgilio Gibbon como CEO e Rossano Marques como presidente do Ensino Superior. Na composição acionária, os investidores da Afya deterão 69% do capital da companhia combinada, com o grupo alemão Bertelsmann assumindo a posição de maior acionista, detendo 47,4% de participação. A conclusão do negócio está prevista para 31 de março de 2028, dependendo ainda da aprovação dos acionistas, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos órgãos reguladores do setor educacional. O contrato prevê multas rescisórias, conhecidas como breakup fees, de R$ 325 milhões antes da assembleia e de R$ 650 milhões após a aprovação.

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