Desertificação e clima extremo ameaçam modo de vida nômade na Mongólia
A COP17 em Ulaanbaatar debate soluções para a degradação do solo que afeta 76% do território mongol e dizima rebanhos de pastores nômades.
Pontos principais
- Entre 70% e 76% das terras da Mongólia enfrentam processos de desertificação e degradação do solo.
- O fenômeno climático extremo conhecido como dzud tem causado perdas severas nos rebanhos dos nômades.
- A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) ocorre em Ulaanbaatar para discutir o problema.
- Pastores locais já implementam técnicas de descanso de pastagens para tentar recuperar a vegetação nativa.
A Mongólia enfrenta uma crise ambiental sem precedentes, com cerca de 76% de seu território sofrendo com a degradação do solo e a desertificação. O cenário é agravado pela recorrência de eventos climáticos extremos, denominados dzud, que dizimam rebanhos e ameaçam a subsistência das famílias nômades, base da economia e cultura do país. Em resposta, a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) foi instalada em Ulaanbaatar, reunindo especialistas e autoridades para buscar estratégias contra o sobrepastoreio e a seca prolongada. Enquanto políticas globais são discutidas, pastores locais começam a adotar práticas de manejo sustentável, como o rodízio e o descanso de áreas de pastagem, na tentativa de permitir a regeneração da vegetação e garantir a sobrevivência de seu modo de vida tradicional diante das mudanças climáticas.
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