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Estudos na COP17 apontam fungos como aliados contra desertificação

Pesquisadores defendem o uso de redes de fungos micorrízicos para restaurar solos degradados e fortalecer a resiliência climática global.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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21/08 às 08:31

Pontos principais

  • Fungos micorrízicos criam redes subterrâneas que melhoram a absorção de nutrientes pelas plantas.
  • A simbiose fúngica aumenta a resistência da vegetação a períodos de seca severa.
  • Experimentos na Mongólia indicam que o isolamento de áreas de pastagem acelera a recuperação natural do solo.
  • Cerca de 90% das sequências de DNA fúngico encontradas nas estepes mongóis são desconhecidas pela ciência.
  • Especialistas pedem a inclusão da biodiversidade microbiana em políticas públicas ambientais.

Durante a COP17, cientistas destacaram o papel crucial dos fungos micorrízicos na restauração de terras degradadas e no combate à desertificação. Essas redes subterrâneas estabelecem uma relação simbiótica com as plantas, otimizando a absorção de nutrientes e conferindo maior resistência contra secas extremas. Estudos realizados nas estepes da Mongólia demonstraram que a proteção de áreas contra a interferência humana e animal permite que esses ecossistemas microbianos prosperem, facilitando a regeneração da vegetação local. A relevância dessas descobertas é amplificada pelo fato de que a vasta maioria das espécies fúngicas analisadas na região ainda é desconhecida pela ciência. Diante desse cenário, a Society for the Protection of Underground Networks defende que a biodiversidade microbiana seja formalmente integrada às políticas públicas globais de preservação ambiental, visando mitigar os impactos da crise climática através da restauração natural dos solos.

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