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Sindicato da Boeing rejeita proposta e autoriza greve para outubro

Trabalhadores da Boeing votaram contra novo contrato e podem paralisar atividades a partir de 6 de outubro, pressionando a gestão da empresa.

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Foto: InfoMoney
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22/08 às 19:01

Pontos principais

  • O sindicato SPEEA, que representa 17 mil funcionários, rejeitou a proposta de contrato de quatro anos da Boeing.
  • A categoria autorizou a equipe de negociação a iniciar uma greve caso um novo acordo não seja firmado até 6 de outubro.
  • Trabalhadores citam desconfiança na liderança, preocupações com segurança, transferência de empregos e salários defasados.
  • Uma possível paralisação ameaça atrasar o cronograma de certificação dos modelos 737 Max 10 e 777-9.

O sindicato SPEEA, que representa cerca de 17 mil trabalhadores da Boeing em Seattle, rejeitou por ampla maioria a proposta de contrato de quatro anos apresentada pela fabricante. A decisão reflete uma crescente desconfiança dos funcionários em relação à liderança da empresa, com queixas que abrangem desde a defasagem salarial até a priorização de prazos de entrega em detrimento dos protocolos de segurança. Os membros do sindicato autorizaram a equipe de negociação a convocar uma greve a partir de 6 de outubro, caso um novo acordo não seja alcançado até a data limite. A paralisação representa um risco significativo para a Boeing, podendo atrasar ainda mais as certificações dos modelos 737 Max 10 e 777-9, que já enfrentam desafios operacionais e regulatórios. A empresa agora busca contornar o impasse para evitar uma interrupção na produção.

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