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Meirelles defende retorno a teto de gastos para controlar despesas

Ex-ministro critica arcabouço fiscal atual e sugere medidas mais rigorosas para conter o crescimento dos gastos públicos e reduzir os juros.

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Foto: InfoMoney
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21/08 às 15:16

Pontos principais

  • Henrique Meirelles classificou as propostas fiscais atuais como insuficientes para garantir o equilíbrio das contas públicas.
  • O ex-ministro defendeu a retomada do modelo de teto de gastos, que limitava o aumento das despesas à inflação.
  • Meirelles criticou a redução do crescimento das despesas de 2,5% para 1,5%, considerando a medida ineficaz.
  • Segundo o economista, o descompasso entre a política fiscal expansionista e a monetária contracionista mantém os juros elevados.
  • Meirelles afirmou que não pretende retornar ao Executivo, mas está aberto a colaborar com candidatos interessados em suas propostas.

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, manifestou preocupação com a trajetória das contas públicas brasileiras e defendeu a adoção de políticas fiscais mais rígidas pelo próximo governo. Em análise recente, Meirelles criticou o atual arcabouço fiscal, argumentando que as medidas propostas, como a redução do crescimento das despesas de 2,5% para 1,5%, não são suficientes para assegurar a sustentabilidade da dívida. Ele defende o resgate dos princípios do antigo teto de gastos, que atrelava o aumento dos gastos à inflação do período anterior.

Para o economista, a atual política fiscal expansionista gera um conflito direto com a política monetária contracionista, o que contribui para a manutenção de taxas de juros elevadas no país. Embora tenha descartado um retorno ao Poder Executivo, Meirelles colocou-se à disposição para oferecer consultoria técnica a candidatos que busquem alternativas para o controle rigoroso dos gastos públicos e a estabilização econômica.

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